Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Esteves Cardoso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Esteves Cardoso. Mostrar todas as mensagens

Como é Linda a Puta da Vida

Este livro marca o regresso de Miguel Esteves Cardoso. 
Eu gosto muito da sua escrita e, apesar de já ter lido algumas destas crónicas quando foram publicadas no publico, é sempre bom reler a forma como ele viveu a doença da Maria João e assistir a este amor tão grande e descrito como só o MEC sabe fazer. 
Recomendo muito.



Ficha Técnica
Título - Como é Linda a Puta da Vida
Autor - Miguel Esteves Cardoso
Editora - Porto Editora
ISBN - 9789720046017
Género - Crónicas
Sinopse - «O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.
O gato é neurótico mas brinca. (...) Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência.
Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome.
Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades.» 

A Causa das Coisas

Numa altura em que se volta a ouvir falar de Miguel Esteves Cardoso, devido ao lançamento do livro "Como é Linda a Puta da Vida" (do qual falaremos mais tarde), decidi reler "A Causa das Coisas".
É um livro que reúne algumas crónicas publicadas no expresso na década de 80, e é incrível como, tantos anos depois, muitas delas continuam actuais.
Como é um livro de crónicas, pode e deve ser intercalado com outro.



Ficha Técnica
Título - A Causa das Coisas
Autor - Miguel Esteves Cardoso
Editora - Porto Editora
ISBN - 9789720046000
Género - Crónicas
Sinopse - “Entre as afecções de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma há tão generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite é uma inflamação nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. É altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e até hoje não se descobriu cura.
A Portugalite é contraída por cada português logo que entra em contacto com Portugal. É uma doença não tanto venérea como ‘venal’. Para compreendê-la é necessário estudar a relação de cada português com Portugal. Esta relação é semelhante a uma outra que já é clássica na literatura. Suponhamos então que Portugal é fundamentalmente uma meretriz, mas que cada português está apaixonado por ela. Está sempre a dizer mal dela, o que é compreensível porque ela o trata extremamente mal.
Chega até a julgar que a odeia, porque não acha uma única razão para amá-la. Contudo, existem ‘cinco sinais’ — típicos de qualquer grande e arrastada paixão — que demonstram que os portugueses, contra a vontade e contra a lógica, continuam apaixonados por ela, por muito afectadas que sejam as ‘bocas’ que mandam. (…)”