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Torto Arado

"Torto Arado" fala-nos de escravatura, de exploração de segredos e laços familiares, Tudo isto numa viagem no tempo, que nos consegue transportar para a época e local em questão.

Itamar Vieira Junior, que já foi convidado da nossa rubrica entrevistas, tem uma escrita arrebatadora e consegue aquilo que todos os escritores almejam: prender o leitor desde o inicio.

Recomendo


Ficha Técnica

Título - Torto Arado

Autor -  Itamar Vieira Junior

Editora -  Leya

ISBN - 9789896605773

Género -   Romance

Sinopse -  Prémio Leya 2018

Prémio Oceanos 2020

Um livro comovente que traz a herança dos clássicos

Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra.

Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã.

Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.

Novidades Leya Julho 2022

Lincoln Highway



Título: Lincoln Highway

O Veneno Perfeito





Lista de Desejos



Duas Noites em Lisboa



Laboratório de Emoções


Ideiafix e os Irredutíveis - Neste Bairro, Latino não Entra!




NOVIDADES EDITORIAIS - OS LIVROS DE JUNHO LEYA

O Fundo da Gaveta, de Vasco Pulido Valente (DOM  QUIXOTE)
Novo livro de Vasco Pulido Valente é colocado à venda a 19 de junho, com apresentação pública a 28 de Junho, na Livraria Leya na Buccholz. A Monarquia Constitucional portuguesa explicada por VPV. Num primeiro ensaio, A Contra-Revolução, esclarece como D. Miguel falhou a tentativa de restaurar o absolutismo. Com o irmão, D. Pedro IV, precipitou o país para as Guerras Liberais. Ressurreição e Morte do Radicalismo, o segundo ensaio, descreve a posterior tentativa falhada de modernização do país, que não conseguiu reformar o Estado, fazer a economia crescer e educar a sociedade. Assim se conduziu o país para uma nova revolução, a republicana, de 1910. Com o seu estilo inconfundível, O Fundo da Gaveta é uma descrição brilhante do Portugal oitocentista e uma poderosa metáfora do nosso país.

O Nosso Avô Foi à Guerra, de Clemente e Nuno Rogeiro (DOM QUIXOTE)
Cem anos depois, Clemente e Nuno Rogeiro descobriram o diário do avô na I Guerra Mundial. Investigaram também vários aspectos menos conhecidos do conflito: da espionagem sobre Portugal ao papel das forças especiais alemãs (as «Unidades Röhr»), da desmontagem de mitos sobre Tancos e La Lys aos reais segredos da nossa entrada em combate, com recurso a novas fontes e arquivos. Joaquim Simões Costa acabou a Grande Guerra como tenente do exército português, na arma de infantaria. Foi um dos primeiros militares a entrar nas trincheiras, na primeira linha, face ao inimigo, em Ferme du Bois. No Dia de Santo António, em 1917, ainda sargento, tombou gravemente ferido. Por iniciativa sua, a subunidade que comandava desobedeceu a ordens de retirada, e resistiu mais uma hora, para dar tempo à entrada em acção da nossa artilharia. À venda a 12 de Junho

Surf (ing) The Next Step, de António Pedro Sá Leal e André Carvalho (Casa das Letras)
Guia para ajudar a aperfeiçoar o teu surf porque embora o acesso ao desporto esteja cada vez mais facilitado, quer seja através das escolas, quer da acessibilidade ao material de surf (pranchas, fatos, etc), não assistimos a uma melhoria no nível dentro de água; pelo contrário, vemos cada vez mais surfistas perdidos no mar, sem tirar realmente prazer das ondas e do surf. As escolas de surf preparam para deslizar numa onda mas falham porque não explicam aos seus alunos como devem entrar na água, sair, posicionar-se no pico ou mesmo como ler uma previsão e decidir onde vão surfar.

Sexo, Drogas e Selfies (SDS), de Francisco Salgueiro (Oficina do Livro)
O autor de O Fim de Inocência – livro transformado em filme no ano passado – regressa com a história da Joana, de 15 anos, que quer repetir todas as experiências de Inês (a personagem principal desse livro). Perdeu a virgindade aos 12 anos e é uma das raparigas mais populares do colégio. Ela e as amigas, aparentemente perfeitas para os pais, escondem um dia-a-dia de sexo com estranhos, sem preservativo, e muitas drogas. Noites levadas ao limite para contornarem o aborrecimento de um quotidiano em que estão sempre agarradas ao telemóvel. É o retrato de uma geração que não vive o momento porque cada instante só lhes parece real se for registado pela câmara de um telemóvel. É a geração que depende das selfies e dos likes.  À venda a 12 de junho.


NOVIDADES EDITORIAIS LEYA - OS LIVROS DE MAIO

Uma Vida Em Directo, de Luís Costa Ribas (Oficina do Livro)


Isto É Matemática!, de Rogério Martins & Tiago Da Cunha Caetano (Texto) 


Como Será o Futuro, de Tim O’Reilly (Dom Quixote) 


Uma Pequena Sorte, Claudia Piñeiro (Dom Quixote) 


Zack, Mons Kallentoft & Markus Lutteman (Dom Quixote) 


O Núcleo, de Peter V. Brett (ASA) 


Casas Contadas, de Leonor Xavier (ASA)


NOVIDADES EDITORIAIS LEYA - OS LIVROS DE ABRIL

“Maio de 68, Uma Contrarevolução conseguida”, de Régis Debray (Dom Quixote)



Publicado originalmente em 1978, durante as comemorações do décimo aniversário das revoltas estudantis, “Maio de 68, uma Contrarrevolução conseguida” gerou uma enorme celeuma no meio cultural francês, antes de ser silenciado. Considerado um clássico de leitura imprescindível para compreender os costumes e a mentalidade da sociedade actual, o filósofo Régis Débray alerta para que o Maio de 68 não trouxe a feliz libertação das pessoas e da sociedade em geral do jugo do Big Brother, antes significou o abandono do indivíduo à «tirania do dinheiro, da opinião e do instante.» Uma aliança entre o liberalismo económico e a moral libertária, o «espírito de Maio» abriu as portas da sociedade francesa ao neoliberalismo. A partir de então, escreve, «a vanguarda francesa será a cauda do vagão americano». 
À venda a 30 de Abril.

 A Ordem Do Dia, de Éric Vuillard (Dom Quixote)


Prémio Goncourt 2017, este é o relato inquietante sobre os meandros do início da II Guerra Mundial e a implicação dos empresários na ascensão de Hitler ao poder. A 20 de fevereiro de 1933, um dia comum em Berlim, teve lugar no Reichstag uma reunião secreta que não estava na ordem do dia, na qual os industriais alemães - entre os quais se contavam os donos da Opel, Krupp, Siemens, IG Farben, Bayer, Allianz, Telefunken, Agfa, BASF e Varta — doaram enormes quantias a Hitler para conseguir a estabilidade que ele prometia. A partir desse ano, Hitler preparou uma estratégia para a comunidade internacional para anexar «pacificamente» a Áustria; para isso, enquanto procurava o consentimento ou o silêncio dos primeiros-ministros europeus, manteve uma guerra psicológica com Schuschnigg, o chanceler austríaco, até que a invasão (uma vanglória do lendário exército alemão, que escondia graves problemas técnicos) foi um facto. Este é o primeiro livro editado pelo francês, Éric Vuillard, escritor e cineasta nascido em Lyon, em 1968, em Portugal.
À venda a 10 de abril.

Sonhos Públicos – O Imaginário Colectivo em 100 filmes do século XX, de Joana Amaral Dias.


Com prefácio de Paulo Branco, a psicóloga quer perceber melhor porque é que zombies & vampiros são um fenómeno do cinema do século XXI, tanto quanto os filmes apocalípticos ou a pornografia? Porque é que gostamos de terror e melodramas se, na «vida real», evitamos medo e sofrimento? Como é que o cinema lida com o politicamente correcto, o consumismo, a influência dos “mass” media? O que é que esta arte diz sobre o nosso inconsciente colectivo? Como seria a sua lista de 100 filmes do século? Que critérios empregaria? Quer espreitar por outra janela Mulholland Drive, Birdman, The Royal Tenenbaums, Disponível para Amar, Inteligência Artificial, Meia-Noite em Paris, Kill Bill, Dogville, O Lobo de Wall Street, Cidade de Deus, O Despertar da Mente ou Memento? Manchester by the Sea é só a história de um «pai-órfão», ou há algo mais? 
À venda a 17 de abril.

À conversa sobre negociações – um diálogo sobre a arte da negociação ao longo da História, de José Miguel Júdice e Pedro Fontes Falcão (Dom Quixote)


A relação de amizade e o gosto de ambos pela temática da negociação levou Pedro Fontes Falcão a desafiar Jose Miguel para escreverem um livro em conjunto. Baseada em conversas informais nas quais descrevessem alguns episódios da história e da actualidade portuguesa e internacional numa perspectiva negocial, retirando-se daí ilações e aprendizagens sobre negociação. As conversas abordam temas variados que vão desde a criação do Condado Portucalense até a situações muito atuais como a geringonça e Donald Trump. 
À venda a 24 de abril.

Lisboeta, de Nuno Mendes (Casa das Letras)

«Não é tudo sobre sardinhas. Pergunte ao homem que tornou a comida portuguesa cool»  O chef de renome internacional Nuno Mendes é um «lisboeta» que nos convida a descobrir os seus cantos favoritos e a sua cozinha. Partilhando receitas inspiradas nos pratos que adora, Nuno Mendes faz-nos viver um dia típico em Lisboa. Aqui descobrimos os segredos dos mais deliciosos pastéis de nata da cidade e das bolas de Berlim, que se vendem no areal das praias da região. O almoço poderá ter algum sabor a mar, provando umas lulas com alhos e coentros, ou umas sardinhas assadas com salada de pimentos. À medida que a noite se aproxima, Nuno Mendes oferece-nos receitas calorosas e enriquecidas, como a sua versão da chanfana ou da sua carne de porco à alentejana – que poderão ser seguidas de um prego suculento ao fim da noite. Em Lisboeta encontramos os pratos vibrantes, que nos aquecem o coração, típicos de uma cidade dona de um panorama gastronómico moderno e efervescente, mas assente em tradições seculares. A esta viagem dos sabores somam-se os deliciosos retratos delineados pelo autor, que intercalam a sucessão de receitas, dos elementos que caracterizam e definem a cidade de Lisboa: a influência dos Descobrimentos, a cultura dos cafés, as tascas, o Santo António e as sardinhas, as praias e o peixe. Nuno Mendes é um dos chefs portugueses de renome internacional. Em 2015, lançou-se na sua primeira aventura a solo, em Londres, o restaurante Taberna do Mercado, no Old Spitalfields Market, dedicado à gastronomia e aos vinhos portugueses. 
À venda a 30 de Abril.

Novidade Literária de Setembro: As Naus, de António Lobo Antunes, prefaciado por Ricardo Araújo Pereira

Coleção Essencial – Livros RTP: As Naus, de António Lobo Antunes, prefaciado por Ricardo Araújo Pereira
Chega esta semana às livrarias portuguesas o sexto livro da “Coleção Essencial – Livros RTP”. Trata-se de As Naus, de António Lobo Antunes, com prefácio de Ricardo Araujo Pereira. O livro, como todos os desta coleção iniciada em abril, será comercializado em capa dura e pelo preço de 10 euros.
«E se, num livro publicado no ano em que passavam precisamente cinco séculos sobre a descoberta do caminho marítimo para a Índia, esses 500 anos coubessem num par de dias, e aí se misturassem astrolábios e nylon, escorbuto e heroína, ninfas e travestis, naus e aviões, o achamento do Brasil e o retorno de Angola?» (Ricardo Araújo Pereira, prefácio)


Sobre o livro
Em imaginoso encontro de tempos e espaços, figuras diversas da História e da Literatura portuguesas (sobretudo dos séculos XVI e XVII), a par de um casal anónimo vindo da Guiné e de algumas figuras estrangeiras de renome, encontram-se em Lisboa na situação de retornados no pós-25 de Abril de 1974. Subvertendo as histórias individuais dessas diferentes personalidades – Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Francisco Xavier, Diogo Cão, Manuel de Sousa de Sepúlveda, Vasco da Gama, Fernão Mendes Pinto – conta-se das suas vidas em terras africanas, diferentes das que a História consagrou como tendo sido o seu percurso, e de como na sua maior parte se ocupam, após o regresso à metrópole, de actividades menos dignificantes que vão do proxenetismo de Francisco Xavier e Fernão Mendes Pinto à exploração de boîtes e bares manhosos por Manoel de Sousa de Sepúlveda e à batota no jogo da sueca de Vasco da Gama.
Projectando nos vultos históricos de navegadores, escritores, heróis e missionários a inditosa aventura de retorno dos colonos no pós-25 de Abril de 1974, multiplicando neles as marcas do descalabro e da irrisão (físicas e morais), recorrendo a efeitos de burlesco, de sátira e de rebaixamento carnavalescos, inverte António Lobo Antunes o assaz mitificado e glorioso sentido dos descobrimentos portugueses, reescrevendo assim «Os Lusíadas» em modo paródico.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional. Todo o seu trabalho literário tem sido, ao longo dos anos, objecto dos mais diversos estudos, académicos ou não, e dos mais importantes prémios, nacionais e internacionais. A sua obra encontra-se traduzida em inúmeros países.

Sobre a Coleção
A “Coleção Essencial - Livros RTP” é um projeto cultural concebido pela RTP em parceria com a LeYa e que consiste na publicação de um conjunto de obras de ficção de autores de língua portuguesa e de outras línguas. O objetivo desta iniciativa é a promoção do gosto pela leitura através da descoberta (ou redescoberta) de alguns dos autores mais relevantes do século XX,  colocando à disposição do público, por um preço reduzido (10 euros) e ao ritmo de um título por mês, algumas das obras-primas da literatura contemporânea, com prefácios assinados por destacadas personalidades da cultura.  A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, um dos mais considerados editores do mundo de língua portuguesa, editor da Caminho, integrada na LeYa.

No âmbito desta coleção está prevista a publicação de 25 livros.

Calendário de publicação (dos primeiros 12 livros):

Abril 2016
Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago
Prefácio: Zeferino Coelho

Maio 2016
A Guerra do Fim do Mundo, Mario Vargas Llosa
Prefácio: António Mega Ferreira

Junho 2016
Jesusalém, Mia Couto
Prefácio: Miguel Real

Julho 2016
A Mancha Humana, Philip Roth
Prefácio: Clara Ferreira Alves

Agosto 2016
Capitães da Areia, Jorge Amado
Prefácio: José Carlos de Vasconcelos

Setembro 2016
As Naus, António Lobo Antunes
Prefácio: Ricardo Araújo Pereira

Outubro 2016
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez
Prefácio: Alberto Manguel

Novembro 2016
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Prefácio: António-Pedro Vasconcelos

Dezembro 2016
Dinossauro Excelentíssimo, José Cardoso Pires
Prefácio: Carlos Reis

Janeiro 2017
A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera
Prefácio: Inês Pedrosa

Fevereiro 2017
As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
Prefácio: Nuno Júdice

Março 2017
A Geração da Utopia, Pepetela
Prefácio: Ondjaki

Uma Outra Voz

Mais uma autora portuguesa que ainda vai dar muito que falar.
Gabriela Ruivo Trindade ganhou o prémio Leya 2013 com este romance e foi, na minha opinião, muito bem entregue.
Este livro descreve-nos um personagem pela voz de 5 pessoas que com ele privaram.
Uma escrita cuidada e envolvente que quase nos faz conhecer o Sr. Mariano.
Recomendo.



Ficha Técnica
Título - Uma Outra Voz
Autor - Gabriela Ruivo Trindade
Editora - Leya
ISBN - 9789896603205
Género - Romance
Sinopse - João José Mariano Serrão foi um republicano convicto que contribuiu decisivamente para a elevação de Estremoz a cidade e o seu posterior desenvolvimento. Solteiro, generoso e empreendedor como poucos, abriu lojas, cafés e uma oficina, trouxe a electricidade às ruas sombrias e criou um rancho de sobrinhos a quem deu um lar e um futuro. É em torno deste homem determinado, mas também secreto e contido, que giram as cinco vozes que nos guiam ao longo destas páginas, numa viagem que é a um tempo pessoal e colectiva, porque não raro as estórias dos narradores se cruzam com momentos-chave da história portuguesa. Assim conheceremos um adolescente que espreitava mulheres nuas e ria nos momentos menos oportunos; a noiva cujos olhos azuis guardavam um terrível segredo; um jovem apaixonado pela melhor amiga que vê a vida subitamente atravessada por uma tragédia; a mãe que experimentou o escândalo e chora a partida do filho para a guerra; e ainda a prostituta que escondia documentos comprometedores na sua alcova e recusou casar-se com o homem que a amava. Por fim, quando estas vozes se calam, é tempo de ouvirmos o protagonista através de um diário escrito noutras latitudes e ressuscitado das cinzas muitos anos mais tarde.
Baseado em factos reais, Uma Outra Voz é uma ficção que nos oferece uma multiplicidade de olhares sobre a mesma paisagem, urdindo a história de uma família ao longo de um século através das revelações de cada um dos seus membros, numa interessante teia de complementaridade.

Leya edita e-book de Tiago Rebelo em inglês

O Romance "Uma Noite em Nova Iorque", do escritor Tiago Rebelo é o primeiro livro digital em inglês de uma série que a Leya está a lançar com o objectivo de promover os autores lusófonos.
O e-book, cujo título em inglês é "One Night in New York", está disponivel nas principais lojas digitais e custa 7€.


O Teu Rosto Será o Último

Tinha imensa curiosidade em relação a este livro. 
Na minha opinião, apesar de ter partes muito descritivas que não acrescentam muito ao livro e podem até dispersar o leitor, é um livro bom. Consegue envolver-nos na história e a escrita é simples, mas cativante.
Não sei se foi impressão minha, mas há partes em que noto uma "imitação" da escrita de José Luís Peixoto, que, claramente, não é conseguida. 
Apesar disto, gostei bastante e recomendo.



Ficha Técnica
Título - O Teu Rosto Será o Último
Autor - João Ricardo Pedro
Editora - Leya
ISBN - 9789896602093
Género - Romance
Sinopse - Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?

Debaixo de Algum Céu

Gostei bastante deste livro. As personagens e a história são banais e conseguimos identificar-nos com algumas situações. 
A escrita é simples mas cuidada. Confesso que, em alguns momentos comparei-a à de José Luis Peixoto.
Mais um autor português que penso que vai dar que falar.



Ficha Técnica
Título - Debaixo de Algum Céu
Autor - Nuno Camarneiro
Editora - Leya
ISBN - 9789727115365
Género - Romance
Sinopse - Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças - vizinhos que se cruzam mas se desconhecem - andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive. Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.
A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.
Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.
Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.